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RASGACABEZA, Francisco El Hombre (2019) - 'Eletro espânico'

Segundo álbum da banda não só flerta como assume o beat eletrônico e destoa do resto da carreira. Francisco El Hombre já é uma das mais consolidadas carreiras do mainstream brasileiro atual. A excentricidade da mistura de ritmos latinos com instrumentos não convencionais, letras repetitivas, figurinos e maquiagens selvagens e performance ao vivo destruidora fez o grupo deslanchar no meio independente. Além disso, sucessos como 'Triste, Louca ou Má', que foram até trilha de novela, se tornaram importantes alavancas. O que fez o Francisco El Hombre endoidecer e mudar bruscamente a fórmula que estava dando tão certo? Eu não sei. Mas gostei. A identidade do álbum e a sonoridade final estão lembrando muito uma paisagem cyberpunk pós apocalíptica, apostando muito em eletrônicos que eu, particularmente, estou ansioso pra ver como funcionarão ao vivo. Espero que não perca o que de mais atraente o show da banda tinha: O orgânico. Apesar disso, o novo disco tem peso e letr...
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Capitã Marvel (2019) - 'Girl Power exala!'

O mais forte dos Vingadores é uma mulher. A espera acabou, e enfim temos um filme solo de uma heroína digna de tal. Apesar de ser uma história difícil de adaptar, a origem foi muito bem mostrada e não deixou pontas soltas. Pelo contrário: Aparou as pontas que estavam confusas. A fórmula Marvel é colorida, cômica e de fácil digestão. Capitã Marvel é prova disso. Mas, estranhamente, parece que o filme foi feito para a fórmula, e não o contrário. O roteiro permite as piadas e desfechos intrigantes como há tempos não se vê em uma produção da empresa, que parece ter aprendido a medida certa entre graça e poder depois de Thor: Ragnarok. Mas, como todo bom filme de herói, Capitã Marvel tem seus defeitos. Boa parte da trama é desenvolvida no espaço, usando e abusando de maquiagem, ponto alto do longa, e CGI, ponto baixo. Por vezes, a computação gráfica era tanta que ficou difícil de entender o que estava acontecendo, principalmente quando ela usa o uniforme completo, á deixand...

Alita: Anjo de Combate (2019) - 'James Cameron sempre funciona'

Tá pra nascer diretor mais aficionado em pós apocalipse Quando se trata de ação, efeitos especiais e histórias que se passam num mundo devastado, James Cameron é a primeira opção automática na cabeça de qualquer cinéfilo. Não sem motivo! O cara já venceu Oscar com filmes de roteiros medianos e de digitalizações incríveis, como 'Avatar'. Além dos merecidos prêmios pelo tão aclamado 'Titanic'. Nessa grande aposta, uma adaptação livre de um anime, Cameron assina roteiro e produção, fazendo uma parceria de aparente sucesso com Robert Rodriguez, conhecido pelo não menos pós apocaliptico 'Sin City'. O problema do filme, na verdade, não é um problema. É mesma tão batida história de um lugar bom pra viver, acima de onde há a escória da humanidade. E o sonho de todos é estar entre os grandes, e por isso, são capazes de fazer qualquer coisa. Pronto! Existem trocentos outros filmes com roteiro extremamente parecido, para não citar 'Elysium', que é exatam...

Oscar 2019 - Contraditório, efetivo, acessível e surpreendente.

Após, de forma polêmica, abrir espaço para filmes mais populares, o Oscar pode começar a, enfim, deixar de ser cult a ponto de parecer seletivo. A Academia gosta de polêmicas, e não foi diferente. Apesar dessa polêmica ter viés bom, não deixou de causar discussão. Afinal, Pantera Negra é bom o suficiente para ser indicado? Bohemian Rhapsody é uma cine biografia tão brilhante assim? Green Book é filme de negros feito pra brancos? Todas essas perguntas não devem ser respondidas tão cedo, mas podemos deixar que as estatuetas entregues falem por nós. Apesar de ser uma tremenda surpresa, Olivia Colman mereceu o prêmio, desbancando a atriz mais vezes indicada sem ter vencido e que também fez um grandioso trabalho, Glenn Close. Já o prêmio de melhor ator, que consagrou Rami Malek, tem lá seus próprios dogmas pra resolver. Houve quem apostasse e cravasse que Christian Bale era o merecedor, já que o ator conhecido por suas camaleonices teria feito mais uma peripécia, e engordado ho...

A Morte Te Dá Parabéns 2 (2019) - 'Nem terror, nem comédia'

A continuação tenta fugir do estigma do suspense, e é exatamente esse o seu maior erro. É difícil qualificar um filme como esse, que aparentemente está completamente descompromissado em parecer ser bom e está muito mais preocupado em fazer rir da forma mais besteirol possível. Não foi meu caso. Pelo contrário: As atuações são tão enjoativas e sem nuances que fizeram um filme de pouco mais de uma hora e meia parecer não acabar. Essa sequência começa pouco tempo depois de seu antecessor. E de maneira quase infantil, nos explica tudo o que aconteceu anteriormente. O que de certa forma pode até soar inteligente se pensarmos que boa parte do público de filmes como esses são de pessoas que não se importam muito com roteiro e mais com as sensações que um filme que flerte com terror e suspense possa proporcionar. E a ideia não é ruim. Aliás, parece bastante interessante e atraente um filme de terror com temáticas como universos paralelos e viagens temporais. Mas esse é o único ace...