Segundo álbum da banda não só flerta como assume o beat eletrônico e destoa do resto da carreira.
Francisco El Hombre já é uma das mais consolidadas carreiras do mainstream brasileiro atual. A excentricidade da mistura de ritmos latinos com instrumentos não convencionais, letras repetitivas, figurinos e maquiagens selvagens e performance ao vivo destruidora fez o grupo deslanchar no meio independente. Além disso, sucessos como 'Triste, Louca ou Má', que foram até trilha de novela, se tornaram importantes alavancas. O que fez o Francisco El Hombre endoidecer e mudar bruscamente a fórmula que estava dando tão certo? Eu não sei. Mas gostei.
A identidade do álbum e a sonoridade final estão lembrando muito uma paisagem cyberpunk pós apocalíptica, apostando muito em eletrônicos que eu, particularmente, estou ansioso pra ver como funcionarão ao vivo. Espero que não perca o que de mais atraente o show da banda tinha: O orgânico.
Apesar disso, o novo disco tem peso e letras ácidas. Menos flertes com ritmos latinos, mas que hora ou outra aparecem. Há também a redenção da lindíssima 'O Tempo é sua Morada', que apesar de ser completamente diferente do resto disco, é quase um respiro em meio a tanto peso.
O álbum peca pelo excesso e repetitividade. Em algum momento as músicas estão tão carregadas de digitalidades que não se diferem muito umas das outras, e depois da terceira você pode achar que está numa boate ouvindo a mesma coisa há horas. Talvez não seja o melhor álbum para ser apreciado num fone de ouvido, antes de dormir. As músicas, se soltas, funcionam. Em sequência, enjoa. Talvez até por isso a banda tenha escolhido uma forma ousada de divulgar o trabalho: Um clipe para cada música do álbum.
Nota: 7
Arriscar é preciso. E apesar de parecer tão drástico, os fãs de Francisco El Hombre tem as cabeças abertas o suficiente para rasgá-las um pouco mais.

Comentários
Postar um comentário