Quando se trata de ação, efeitos especiais e histórias que se passam num mundo devastado, James Cameron é a primeira opção automática na cabeça de qualquer cinéfilo. Não sem motivo! O cara já venceu Oscar com filmes de roteiros medianos e de digitalizações incríveis, como 'Avatar'. Além dos merecidos prêmios pelo tão aclamado 'Titanic'. Nessa grande aposta, uma adaptação livre de um anime, Cameron assina roteiro e produção, fazendo uma parceria de aparente sucesso com Robert Rodriguez, conhecido pelo não menos pós apocaliptico 'Sin City'.
O problema do filme, na verdade, não é um problema. É mesma tão batida história de um lugar bom pra viver, acima de onde há a escória da humanidade. E o sonho de todos é estar entre os grandes, e por isso, são capazes de fazer qualquer coisa. Pronto! Existem trocentos outros filmes com roteiro extremamente parecido, para não citar 'Elysium', que é exatamente IGUAL á esse longa. E apesar desses pesares e da estranha sensação de estar vendo um filme que você já viu, o longa surpreende pela ação incessante. Até por isso, a história se desenvolve num ritmo desenfreado, que atrapalha um pouco o desenvolver dos detalhes.
No elenco, só estrelas. A protagonista Rosa Salazar, 'corpo base' da androide, é conhecida por filmes de mesmo calibre, como as sagas 'Divergente' e 'Maze Runner'. E temos entre os coadjuvantes alguns vencedores de Oscar, como Cristopher Waltz, Jennifer Connelly, Edward Norton e o mais recente premiado Mahershala Ali. Além dos também conhecidos dentre os grandes filmes de ação Ed Skrein (Deadpool e Game of Thrones) e Jackie Earle Haley (Watchmen). E apesar de Keean Johnson, o par romântico da ciborgue ser, de longe, o pior ator e o personagem mais irritante de todo o filme, aparentemente grana não era o problema na hora de contratar o elenco. E, pelo visto, o filme tem tudo para engrenar e recuperar o investimento. Mesmo violento, é um filme 'família'.
Nota: 6,5
A maldição das adaptações de obras orientais pode ter começado a acabar. 'Alita: Anjo de Combate' é um salto cinematográfico, e eu não me espantaria se pescasse alguma estatueta de efeitos visuais no ano que vem.

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