Nem todo filme de herói precisa ter ação
Apesar da foto ser do inquestionável Samuel L. Jackson, não se engane: Bruce Willis entrega um de seus melhores e maiores papeis da carreira.
'Vidro' é a terceira parte da trilogia Shyamalan, o diretor controverso que reveza entre fracassos e sucessos. Bom, 'Corpo Fechado' aparentemente é um de seus maiores sucessos. A trama é incrivelmente brilhante e a lentidão do filme é quase poética, diferente da formula que as grandes empresas, como a Marvel, usam em seus longas.
Até parece que a precariedade de artifícios técnicos deixa o filme ainda mais sensível. Não tem nenhuma grande luta, nenhum grande ápice, e ser um filme interessante mesmo sem esses atalhos é o que o torna tão especial.
Bruce Willis, que não é o melhor ator do mundo, entrega o que de melhor ele poderia. Samuel L. Jackson estava a ponto de consolidar sua carreira e já mostrava que era digno do que viria a seguir. Mas a tensão vai além da atuação. Planos sequência bem estruturados, cores persuasivas e cheias de simbologia. O filme é quase uma aula de como 'menos é mais'.
Nota: 9
Era a primeira vez que a fórmula mágica das histórias em quadrinhos estava nas telas. Mas o filme não era refém, e sim o contrário. 'Corpo Fechado' pega pra si o direito de fazer um herói e, parafraseando o Coringa de Cristopher Nolan, dá a ele o direito de viver o suficiente para se tornar um vilão.

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