Segundo álbum da banda não só flerta como assume o beat eletrônico e destoa do resto da carreira. Francisco El Hombre já é uma das mais consolidadas carreiras do mainstream brasileiro atual. A excentricidade da mistura de ritmos latinos com instrumentos não convencionais, letras repetitivas, figurinos e maquiagens selvagens e performance ao vivo destruidora fez o grupo deslanchar no meio independente. Além disso, sucessos como 'Triste, Louca ou Má', que foram até trilha de novela, se tornaram importantes alavancas. O que fez o Francisco El Hombre endoidecer e mudar bruscamente a fórmula que estava dando tão certo? Eu não sei. Mas gostei. A identidade do álbum e a sonoridade final estão lembrando muito uma paisagem cyberpunk pós apocalíptica, apostando muito em eletrônicos que eu, particularmente, estou ansioso pra ver como funcionarão ao vivo. Espero que não perca o que de mais atraente o show da banda tinha: O orgânico. Apesar disso, o novo disco tem peso e letr...