É mais ou menos como dizem os motoristas do Choque de Cultura: 'Creed 2 é o Rocky 4'.
O quão poético pode ser um filme de boxe? E o quão sério pode ser um filme que tem Stallone no elenco? Bem, essas perguntas já foram respondidas no primeiro Creed, e estão sendo reafirmadas agora.
Sly preferiu não assumir nenhuma área técnica da direção, participando apenas no roteiro. E isso é visível. O filme abusa de recursos técnicos e de trilhas sonoras extremamente pontuais e assertivas. Não tem mais o recurso que foi lindamente usado no primeiro filme, que abusou dos plano sequência e de paletas escuras até chegar no ápice. O que, de certa forma, é interessante também, pois mostra que cada filme tem sua individualidade e particularidade.
Apesar de, como dito no início, muito poético para um filme de 'ação', Creed 2 perde um pouco em estopim pro drama. Com as coisas muito melhor estabelecidas agora, os motivos que fazem a trama acontecerem não são tão profundos quanto os do primeiro. O que, de jeito nenhum, tira as lágrimas dos nossos olhos. Principalmente quando toca a música tema da saga do Garanhão Italiano. Isso sem contar todas as brilhantes atuações dos já acostumados com elogios Michael B. Jordan e Thessa Thompson. O tão conhecido pelos filmes farofa Sylvester Stallone vem chamando cada vez mais a atenção pelas atuações concisas que tem entregado, tanto que foi indicado ao Oscar pelo primeiro longa. Já o 'núcleo russo' do elenco, tal qual em Rocky 4, é tão frio quanto o próprio país. Mas é uma frieza exagerada e consciente, já que Dolph Lundgren também decidiu atuar bem de uns tempos pra cá, vide Aquaman. E nesse longa ele ainda protagoniza uma ou outra cena comovente, compensando a total falta de expressão do seu filho. O que difere os vilões desse longa para os da saga Rocky são que, por esses, a gente ainda tem alguma empatia.
Nota: 8,5
Usa os mesmos atalhos dos tantos outros filmes do boxeador. Mas quem disse que isso é ruim?

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