Não é cedo pra cravar como um dos melhores do ano? Não!
Um filme de animação com seis Homens Aranha, sendo um deles um porco. A princípio não parece dar certo.
O longa não perde tempo apresentando ninguém. Afinal, essa é a 9ª vez que um filme com aparição do cabeça de teia passa pelas telas do cinema. E mesmo com o ritmo acelerado, tudo acontece muito naturalmente, mas sem obviedades que subestimam os expectadores, mesmo sendo uma animação. E apesar de serem seis personagens centrais, além de vilões históricos repaginados e profundos, a trama é extremamente bem resolvida e desenvolve tão rapidamente quanto nos empolga. O principal Aranha que nos é apresentado, Miles Morales, é tão carismático e empolgante quanto seu antecessor, Peter Parker. Ele parece ser uma correção de tudo o que Parker deveria ter sido nas outras franquias do Spider, e não conseguiu: Jovem, assustado, com problemas em casa e lidando com vilões que ele nem sabia que existiam. Talvez a única diferença entre eles seja a de que Miles não é o mais inteligente da escola, e a sua mania de grafitar as ruas que, a princípio, pode parecer estereotipada, é tratada com tanta sutileza e cuidado que acaba se tornando mais um dos charmes do personagem.
É tecnicamente lindo. A animação tem referência direta das HQ's, não só no roteiro mas visualmente também. As cores são um vislumbre e o 3D é totalmente legível e efetivo da medida correta. A batalha final é um deleite visual e emocionante que, por horas, me fez esquecer que se tratava de um 'desenho'. A dublagem para português, encabeçada pelo gênio Manolo Rey, é indiscutivelmente perfeita. Alias, Manolo foi o dublador do primeiro Homem Aranha, de 2002, de Tobey McGuire, e que nesse filme, mais de 15 anos depois, o vê-lo emprestar novamente sua voz ao Aranha é um acontecimento ímpar.
E não é só ai que o Homem Aranha de 2002 é citado. As referências, não só a esse longa mas a todo universo Marvel, são intensas. Os easter eggs estão escondidos aos montes, e estamos todos esperando as compilações.
E não é só ai que o Homem Aranha de 2002 é citado. As referências, não só a esse longa mas a todo universo Marvel, são intensas. Os easter eggs estão escondidos aos montes, e estamos todos esperando as compilações.
Com trilha sonora impecável, cena pos crédito intrigantemente hilária, uma animação de encher os olhos e um dos cameos/homenagens mais emocionantes que Stan Lee poderia receber, a nota não poderia ser outra:
Nota: 10
Nota: 10
Não é exagero. O filme que tinha tudo pra dar errado foi um dos que mais deu certo que eu já vi e crava sim o seu nome como um dos melhores filmes do ano. (O melhor, até então).

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